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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Turbilhão

Como eu vou explicar como eu estou me sentindo se nem eu mesmo sei o que eu estou sentindo. Ansiedade? Medo? Esperança? Desejo? Não sei, talvez seja uma mistura de todas essas emoções e mais algumas outras. 

Não vou negar, passo o dia inteiro pensando em você, em como seria se você estivesse presente naquela festa, ou naquela outra, se eu pudesse ir a sua casa frequentemente e você a minha. Como seria sentir o seu abraço frequentemente, como seria ouvir o seu sussurro baixinho em meu ouvido, como seria sentir seus lábios junto aos meus. Como seria voltar a conversar com você todos os dias, sem a preocupação de falar alguma coisa que deixe o outro triste ou encabulado, voltar a trocar mensagens sempre que estivéssemos separados, voltar a sair juntos praticamente todos os dias, nem que fosse apenas para ficarmos sentados em algum lugar sem fazer muita coisa, apenas para adiar o momento de dizermos “adeus”. 

Hoje eu pensei sobre coisas nas quais eu não queria ter pensado, me perguntaram se o que eu sinto por você não seria apenas o que eu senti uma vez por outra pessoa e que como eu havia me decepcionado com ela, eu apenas transmiti esses sentimentos para você. Infelizmente eu cheguei a pensar que talvez fosse verdade, mas é em você que eu penso antes de dormir, é você que vaga meus pensamentos durante o dia, é você que eu quero ao meu lado, como isso seria algo falso? 

Muito tempo já se passou, mas eu ainda sinto por você o que eu sentia no inicio, em nenhum momento você saiu dos meus pensamentos. Um tempinho a trás, quando nós nos afastamos eu fiquei muito mal, posso não ter deixado esse fato a vista, mas a verdade é que a cada dia que se passava em que nós não nos falamos ou que as conversas foram rápidas e um tanto quanto secas, eu sentia como se você simplesmente não quisesse mais falar comigo, e isso me deixava extremamente deprimido. 

Mas algo aconteceu nesses últimos dias, ou melhor, poderia ter acontecido, se eu não fosse tão cauteloso e não pensasse tanto nas coisas, mas e agora que eu sei o que aconteceria, como eu posso continuar vivendo meus dias tranquilamente, se dentro de mim reina esse desejo louco de proximidade?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Why...

Agora, mais do que nunca, eu me pergunto: O que me levou a me apaixonar por você? Eu, como sempre, não sei a exata resposta, mas sei por onde começar a procurar. 

Sempre que eu começo a pensar do por que de eu ter me apaixonado por você, me vem à cabeça uma única coisa: carência. Eu havia acabado de me decepcionar muito com outra pessoa, pela completa indiferença que ele apresentara em relação aos meus sentimentos, e eu havia alimentado esses sentimentos por muito tempo, e ouso dizer que esta época fora a melhor e a mais produtiva deste Blog. 

Logo após eu me sentir destruído você apareceu, e nós começamos a construir uma amizade. Você não tem noção de como eu sinto falta daqueles nossos jogos de Ping Pong, naquela época não havia nada entre nós, talvez apenas um leve “coleguismo”, mas desde então a sua presença já me fazia muito bem. 

O tempo passou e a sua fofura e o seu jeito de ser me conquistaram. Em um determinado ponto, eu descobri que você estava namorando, mas você estava feliz e por consequência eu também, mesmo sabendo que a cada dia que se passava mais improvável se tornava a possibilidade de nós ficarmos juntos. 

Então vocês terminaram, e você mudou, ficou extremamente triste, e o pior de tudo, se afastou de mim. Agora, já sem a sua presença que me fazia tão bem, eu ficava mais triste a cada dia que se passava. Não aguentei mais e desabafei, você me disse que a culpa não era minha, e que você não se afastara de mim, mas de todos. 

Mesmo depois de te contar como eu me sentia, eu vi que praticamente nada mudara, ou quem saiba tenha até piorado. Eu não aguento ficar sem respostas, odeio ver que há outra pessoa que há pouco você conhece, mas que já tem muito mais liberdades com você do que eu jamais tive e que possui muito mais a sua atenção. Desculpe, mas eu sou egoísta. 

Eu sinto a necessidade de partir, de continuar em frente, de largar esses laços que me prendem a você, mas que tanto me machucam. Responda-me uma coisa: por que eu não consigo?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Retrospectiva

Não escrevo a um bom tempo, por simplesmente não ter sobre o que escrever, mas se eu for pensar bem, ainda não tenho sobre o que escrever. 


Não sei se eu cheguei a comentar aqui, mas eu estive apaixonado(?) por uma pessoa muito amiga minha, e dessa vez fora completamente diferente de todas as outras vezes, nesta vez foi de uma simplicidade um tanto quanto assustadora(?). Nas demais vezes que eu me apaixonei fora tudo maravilhoso, eu ficava a delirar com as possibilidades e com as improbabilidades, mas nesta eu estava simplesmente conformado; conformado que amasse a outro, que visse a mim somente como um amigo, que simplesmente estivesse em meu campo de visão. 

O tempo passou e eu continuo querendo as mesmas coisas, continuo conformado com as mesmas coisas, mas eu acho que este sentimento mudou, não sei dizer, pois desde o começo eu não soube o que ele era, mas eu sei que sinto um enorme carinho por esta pessoa, e sei ~espero~ que esta pessoa compreenda isso.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Simplesmente não sei

Cheguei à conclusão que o que eu gosto mesmo é de sofrer, não tem outra explicação. Meu cupido deve ter vindo com algum problema de fábrica, ele sempre me faz gostar das pessoas mais lindas, fofas e perfeitas que eu conheço, até ai tudo bem, mas ele sempre se esquece de fazê-las gostarem de mim também. 

Não sei o que eu estou sentindo nesse exato momento, não sei nem o que escrever, como escrever. O que é isso? Angústia? Temor? Uma mistura dos dois? Não sei, talvez. Estou assim por causa do que eu li, não vou mentir, já sabia que eu não sou aquele por qual você nutre seus sentimentos, já sabia que os textos que você escreve não são para mim, como poderiam ser? Mas ver o que você escreve em relação a ele é pior do que apenas imaginar. 

Acho que não tenho o direito de me sentir assim, afinal, fui avisado, “Eu gosto de você, mas apenas como amigo”, eu juro que tentei pensar o mesmo em relação a você, tentei mesmo, o problema é que eu não consegui, e não conseguirei. Talvez, quem sabe, um dia eu me acostume a apenas ter a sua presença ao meu lado como a de outra pessoa qualquer, que você sente por outro o que eu sinto por você, que você jamais olhará para mim com outros olhos. 

Falar é fácil, pensar que no futuro tudo se resolverá é mais fácil ainda, o grande problema está no agora, o que eu devo fazer? Como eu devo agir? O que eu faço em relação ao que eu sinto por você? Devo simplesmente me contentar que você ama outra pessoa e que por mim nada parecido? 

Falei que não desistiria de conquistar você, afinal, eu realmente gosto de você, não posso negar isso, mas agora a dúvida me assola, será que não seria mais fácil e menos doloroso eu apenas deixar você seguir o seu caminho e eu seguir o meu? Não seria mais fácil se eu me contentasse apenas em ser seu amigo? Pode até ser que fosse mais fácil e menos doloroso, mas alguma vez alguém se orgulhou de algo que tenha ganhado sem medir esforços? Que não tenha sofrido para conquistar? Que valor a pessoa daria para algo assim? Irei lutar, irei sofrer, irei me decepcionar, mas no final não irei me arrepender.