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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Why...

Agora, mais do que nunca, eu me pergunto: O que me levou a me apaixonar por você? Eu, como sempre, não sei a exata resposta, mas sei por onde começar a procurar. 

Sempre que eu começo a pensar do por que de eu ter me apaixonado por você, me vem à cabeça uma única coisa: carência. Eu havia acabado de me decepcionar muito com outra pessoa, pela completa indiferença que ele apresentara em relação aos meus sentimentos, e eu havia alimentado esses sentimentos por muito tempo, e ouso dizer que esta época fora a melhor e a mais produtiva deste Blog. 

Logo após eu me sentir destruído você apareceu, e nós começamos a construir uma amizade. Você não tem noção de como eu sinto falta daqueles nossos jogos de Ping Pong, naquela época não havia nada entre nós, talvez apenas um leve “coleguismo”, mas desde então a sua presença já me fazia muito bem. 

O tempo passou e a sua fofura e o seu jeito de ser me conquistaram. Em um determinado ponto, eu descobri que você estava namorando, mas você estava feliz e por consequência eu também, mesmo sabendo que a cada dia que se passava mais improvável se tornava a possibilidade de nós ficarmos juntos. 

Então vocês terminaram, e você mudou, ficou extremamente triste, e o pior de tudo, se afastou de mim. Agora, já sem a sua presença que me fazia tão bem, eu ficava mais triste a cada dia que se passava. Não aguentei mais e desabafei, você me disse que a culpa não era minha, e que você não se afastara de mim, mas de todos. 

Mesmo depois de te contar como eu me sentia, eu vi que praticamente nada mudara, ou quem saiba tenha até piorado. Eu não aguento ficar sem respostas, odeio ver que há outra pessoa que há pouco você conhece, mas que já tem muito mais liberdades com você do que eu jamais tive e que possui muito mais a sua atenção. Desculpe, mas eu sou egoísta. 

Eu sinto a necessidade de partir, de continuar em frente, de largar esses laços que me prendem a você, mas que tanto me machucam. Responda-me uma coisa: por que eu não consigo?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Metamorfose Ambulante

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.” 

Lembro muito bem daquele garotinho extremamente tímido e quieto, que nunca chamava a atenção no meio dos amigos, que sempre corria atrás de amigos, que grande parte do tempo ficava dentro de casa, assistindo televisão, jogando vídeo game e que raramente ia para a rua, e quando ia era para jogar futebol ou taco, brincar de Pega-pega ou Esconde-esconde. 

Muita coisa não mudou, ainda continuo sendo um garoto tímido, mas não tanto, ainda sou quieto, mas daqueles que falam pouco porque gostam, daqueles observadores, que ao conhecer pessoas novas ou lugares novos fica apenas a observar, antes de se entrosar. Gosto de ficar quieto quando estou pensando, quando estou refletindo sobre a minha vida e sobre o que estou sentindo naquele momento, o que costuma ser frequente. Gosto de ficar quieto, assistindo meus amigos conversarem, admirando aqueles de que gosto, aqueles que guardo no coração, aquele pelo qual meu coração bate.Gosto dos amigos que conquistei, e eles sempre poderão contar comigo para o que for, mas sinto dizer que amigos, esses tenho poucos.

Ainda gosto muito de ficar em casa, na minha cama, no meu computador. Acho que sou desses caras caseiros, que adora ficar em casa, em baixo de um edredom, bem acompanhado, assistindo a um bom filme na televisão, ao som da chuva batendo no telhado. Raramente eu me empolgo para sair de casa, ainda mais se não tiver uma boa companhia, mas caso eu já esteja fora de casa, faço o necessário para continuar fora dela, pois mais raro que seja de eu sair de casa, mas rara ainda é eu ter companhia dentro dela.

Não sei dizer se com o passar dos tempos eu consegui me abrir mais com as pessoas a minha volta ou se eu me fechei ainda mais, mas uma coisa eu não posso negar: Eu cresci, amadureci, mudei, mesmo que tenha sido apenas um pouco.


domingo, 8 de maio de 2011

Desabafo?

Todo dia me pergunto: o que eu estou fazendo de diferente? O que eu estou fazendo para mudar? Para melhorar? Será que eu estou me esforçando o suficiente? Eu sei que mudanças ocorrem com o tempo, são completamente inevitáveis, portanto, são naturais em todas as espécies. Mas eu não me preocupo com isso, o que eu quero na verdade, é mudar. Eu quero mudar porque não estou contente comigo mesmo, não o suficiente, de vez em quando olho para algumas atitudes minhas que eu poderia muito bem fazer diferente, que muitas vezes eu poderia fazê-las, e não ficar apenas imaginando o que poderia acontecer se eu as fizesse.
Já me falaram que o meu problema é querer que tudo aconteça rapidamente, querer fazer tudo acontecer, achar que tudo dependa de mim, eu não irei negar, há verdade nessas palavras, afinal, vieram de uma das pessoas que conseguem enxergar um pouco da minha verdadeira identidade. Sim, eu faço essas coisas, eu penso essas coisas, mas também há verdade nesses meus sentimentos, afinal, nem tudo pode ser deixado nas mãos do destino. O motivo que me move à fazer essas coisas e à ter esses pensamento, é aquele que está no coração de todos, o desejo de ser feliz, não sei qual é o grau de influência desse desejo nas outras pessoas, mas em mim ele é forte e rege a maioria dos meus atos, ou pelo menos tenta.
O motivo de eu me inibir tanto, de pensar até o último segundo se eu realmente devo fazer ou falar tal coisa, naquele determinado local, naquele momento, para aquela pessoa, é tudo culpa da sociedade, sim, da sociedade. Eu cresci em uma sociedade preconceituosa e impiedosa também, desde pequeno estou acostumado a esconder o que eu realmente sinto, quem eu realmente sou, afinal, ninguém quer ser motivo de chacota. Crianças não têm noção de tudo o que fazem, elas brincam, brigam, riem umas das caras das outras, e isso em alguns casos não é nem um pouco legal. Não estou dizendo que fui “maltratado” ou coisa parecida na infância, pelas outras crianças, afinal, eu sabia esconder aquilo que eu sou e me adaptar ao ambiente ao meu redor, sempre foi assim e sempre será, creio eu, mas não vou negar que isso de certa forma me moldou.
Agora, estou tentando mudar exatamente por esse motivo, estou tentando largar essa minha armadura que eu carrego comigo desde a infância, essa armadura que me esconde e que me impede de fazer aquilo que eu realmente quero e de dizer aquilo que eu realmente sinto. Sinceramente, eu acho que já está na hora das pessoas que me cercam saberem quem eu realmente sou, saberem o que eu realmente penso e o que eu realmente sinto. Mas ainda não estou completamente pronto para me expor tanto assim, esse é um processo lento e um tanto doloroso também, pois não estou acostumado a mostrar quem eu sou e ouvir a opinião dos outros sobre isso. Nesse processo eu saberei quem realmente gosta de mim pelo que eu sou, isso é uma coisa boa afinal, mas também não é.