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segunda-feira, 5 de março de 2012

Palavras ao Vento

Eu sei que eu disse que me tornaria uma pessoa fria e insensível, mas infelizmente -para mim-, me tornar algo assim é praticamente impossível. Não vou conseguir ignorar as pessoas que já significaram tanto para mim, não vou conseguir simplesmente virar a cara e fingir que elas não existem. Isso não faz parte de mim e nunca fará. 

Talvez, o máximo que eu consiga, será me conformar que escolhas são feitas e que nem sempre podemos estar presentes na vida daqueles a quem mais desejamos o bem. Não vou negar, minha vontade é bater de frente com essas pessoas e questioná-las sobre os motivos que as levaram a se afastarem de mim, pois eu os desconheço, mas o meu orgulho não me deixar dar o braço a torcer. 

Penso que entre nós existe algum tipo de barreira invisível, composta de orgulho e desgostos, que me impede de chegar a vocês e de nos reconciliar. Não sei se posso fazer algo contra esta barreira agora, não sei se é da vontade de vocês voltarem a ter-me em suas vidas. 

É verdade que minha amizade e meu amor ainda não minguaram, a minha esperança de que um dia ainda possamos resolver todas as desavenças -que creio eu, são frutos da falta de comunicação- ainda vive. Sei que não estou colaborando muito com a situação reagindo da mesma maneira, mas quem sabe se houver uma brecha em suas defesas, eu não possa finalmente criar um pouco de coragem para tomar a frente nessa "guerra". 

A amizade que eu nutro por um e o amor que eu nutro pelo outro são partes de mim que eu nunca poderia me desfazer, pois isso é o que eu sou, um enorme e besta sentimental, que não seria nada sem aqueles que me cercam. Não sei se essas palavras chegarão aos seus destinos, mas de coração espero que cheguem, e que de alguma maneira elas possam ser o inicio de uma reconciliação. Nada no mundo me deixaria mais feliz do que isso.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Life Is A Cold War


Cold War - Janelle Monáe

So you think that I'm alone
That being alone is the only way to be
When you step outside
You spin like fire for your sanity

This is a cold war
You better know what you're fighting for
This is a cold war
Do you know what you're fighting for

If you want to be free
Feel the ground is the only place to be
'Cause in this life
You spend time running from depravity

This is a cold war
Do you know what you're fighting for
This is a cold war
You better know what you're fighting for
This is a cold war
You better know what you're fighting for
This is a cold war
Do you know what you're fighting for

When wings to the weak
and bring grace to the strong
make our legal stumble as it applies in the world
All the tripes come and the mighty will crumble
we must brave this night
and have faith in the world

I'm trying to find my peace
I was made to believe there's something wrong with me
And it hurts my heart
Lord have mercy ain't it plain to see

That this is a cold war
Do you know what you're fighting for
This is a cold war
You better know what you're fighting for

This is a cold....
This is a cold war
You better know what you're fighting for

Do you know? Is a cold...
Do you?
Do you?

Is a cold ...
You better know what you're fighting for

Bye bye bye bye, don't cry when you say goodbye?
Bye bye bye bye, don't cry when you say goodbye?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

When I'll See You Again?


Don't You Remember


When will I see you again?
You left with no goodbye, not a single word was said,
No final kiss to seal any seams,
I had no idea of the state we were in,

I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head,

But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

When was the last time you thought of me?
Or have you completely erased me from your memory?
I often think about where I went wrong,
The more I do, the less I know,

But I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head,

But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

Gave you the space so you could breathe,
I kept my distance so you would be free,
And hope that you find the missing piece,
To bring you back to me,

Why don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before,
Baby, please remember me once more,

When will I see you again?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Turbilhão

Como eu vou explicar como eu estou me sentindo se nem eu mesmo sei o que eu estou sentindo. Ansiedade? Medo? Esperança? Desejo? Não sei, talvez seja uma mistura de todas essas emoções e mais algumas outras. 

Não vou negar, passo o dia inteiro pensando em você, em como seria se você estivesse presente naquela festa, ou naquela outra, se eu pudesse ir a sua casa frequentemente e você a minha. Como seria sentir o seu abraço frequentemente, como seria ouvir o seu sussurro baixinho em meu ouvido, como seria sentir seus lábios junto aos meus. Como seria voltar a conversar com você todos os dias, sem a preocupação de falar alguma coisa que deixe o outro triste ou encabulado, voltar a trocar mensagens sempre que estivéssemos separados, voltar a sair juntos praticamente todos os dias, nem que fosse apenas para ficarmos sentados em algum lugar sem fazer muita coisa, apenas para adiar o momento de dizermos “adeus”. 

Hoje eu pensei sobre coisas nas quais eu não queria ter pensado, me perguntaram se o que eu sinto por você não seria apenas o que eu senti uma vez por outra pessoa e que como eu havia me decepcionado com ela, eu apenas transmiti esses sentimentos para você. Infelizmente eu cheguei a pensar que talvez fosse verdade, mas é em você que eu penso antes de dormir, é você que vaga meus pensamentos durante o dia, é você que eu quero ao meu lado, como isso seria algo falso? 

Muito tempo já se passou, mas eu ainda sinto por você o que eu sentia no inicio, em nenhum momento você saiu dos meus pensamentos. Um tempinho a trás, quando nós nos afastamos eu fiquei muito mal, posso não ter deixado esse fato a vista, mas a verdade é que a cada dia que se passava em que nós não nos falamos ou que as conversas foram rápidas e um tanto quanto secas, eu sentia como se você simplesmente não quisesse mais falar comigo, e isso me deixava extremamente deprimido. 

Mas algo aconteceu nesses últimos dias, ou melhor, poderia ter acontecido, se eu não fosse tão cauteloso e não pensasse tanto nas coisas, mas e agora que eu sei o que aconteceria, como eu posso continuar vivendo meus dias tranquilamente, se dentro de mim reina esse desejo louco de proximidade?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Why...

Agora, mais do que nunca, eu me pergunto: O que me levou a me apaixonar por você? Eu, como sempre, não sei a exata resposta, mas sei por onde começar a procurar. 

Sempre que eu começo a pensar do por que de eu ter me apaixonado por você, me vem à cabeça uma única coisa: carência. Eu havia acabado de me decepcionar muito com outra pessoa, pela completa indiferença que ele apresentara em relação aos meus sentimentos, e eu havia alimentado esses sentimentos por muito tempo, e ouso dizer que esta época fora a melhor e a mais produtiva deste Blog. 

Logo após eu me sentir destruído você apareceu, e nós começamos a construir uma amizade. Você não tem noção de como eu sinto falta daqueles nossos jogos de Ping Pong, naquela época não havia nada entre nós, talvez apenas um leve “coleguismo”, mas desde então a sua presença já me fazia muito bem. 

O tempo passou e a sua fofura e o seu jeito de ser me conquistaram. Em um determinado ponto, eu descobri que você estava namorando, mas você estava feliz e por consequência eu também, mesmo sabendo que a cada dia que se passava mais improvável se tornava a possibilidade de nós ficarmos juntos. 

Então vocês terminaram, e você mudou, ficou extremamente triste, e o pior de tudo, se afastou de mim. Agora, já sem a sua presença que me fazia tão bem, eu ficava mais triste a cada dia que se passava. Não aguentei mais e desabafei, você me disse que a culpa não era minha, e que você não se afastara de mim, mas de todos. 

Mesmo depois de te contar como eu me sentia, eu vi que praticamente nada mudara, ou quem saiba tenha até piorado. Eu não aguento ficar sem respostas, odeio ver que há outra pessoa que há pouco você conhece, mas que já tem muito mais liberdades com você do que eu jamais tive e que possui muito mais a sua atenção. Desculpe, mas eu sou egoísta. 

Eu sinto a necessidade de partir, de continuar em frente, de largar esses laços que me prendem a você, mas que tanto me machucam. Responda-me uma coisa: por que eu não consigo?

domingo, 8 de maio de 2011

Desabafo?

Todo dia me pergunto: o que eu estou fazendo de diferente? O que eu estou fazendo para mudar? Para melhorar? Será que eu estou me esforçando o suficiente? Eu sei que mudanças ocorrem com o tempo, são completamente inevitáveis, portanto, são naturais em todas as espécies. Mas eu não me preocupo com isso, o que eu quero na verdade, é mudar. Eu quero mudar porque não estou contente comigo mesmo, não o suficiente, de vez em quando olho para algumas atitudes minhas que eu poderia muito bem fazer diferente, que muitas vezes eu poderia fazê-las, e não ficar apenas imaginando o que poderia acontecer se eu as fizesse.
Já me falaram que o meu problema é querer que tudo aconteça rapidamente, querer fazer tudo acontecer, achar que tudo dependa de mim, eu não irei negar, há verdade nessas palavras, afinal, vieram de uma das pessoas que conseguem enxergar um pouco da minha verdadeira identidade. Sim, eu faço essas coisas, eu penso essas coisas, mas também há verdade nesses meus sentimentos, afinal, nem tudo pode ser deixado nas mãos do destino. O motivo que me move à fazer essas coisas e à ter esses pensamento, é aquele que está no coração de todos, o desejo de ser feliz, não sei qual é o grau de influência desse desejo nas outras pessoas, mas em mim ele é forte e rege a maioria dos meus atos, ou pelo menos tenta.
O motivo de eu me inibir tanto, de pensar até o último segundo se eu realmente devo fazer ou falar tal coisa, naquele determinado local, naquele momento, para aquela pessoa, é tudo culpa da sociedade, sim, da sociedade. Eu cresci em uma sociedade preconceituosa e impiedosa também, desde pequeno estou acostumado a esconder o que eu realmente sinto, quem eu realmente sou, afinal, ninguém quer ser motivo de chacota. Crianças não têm noção de tudo o que fazem, elas brincam, brigam, riem umas das caras das outras, e isso em alguns casos não é nem um pouco legal. Não estou dizendo que fui “maltratado” ou coisa parecida na infância, pelas outras crianças, afinal, eu sabia esconder aquilo que eu sou e me adaptar ao ambiente ao meu redor, sempre foi assim e sempre será, creio eu, mas não vou negar que isso de certa forma me moldou.
Agora, estou tentando mudar exatamente por esse motivo, estou tentando largar essa minha armadura que eu carrego comigo desde a infância, essa armadura que me esconde e que me impede de fazer aquilo que eu realmente quero e de dizer aquilo que eu realmente sinto. Sinceramente, eu acho que já está na hora das pessoas que me cercam saberem quem eu realmente sou, saberem o que eu realmente penso e o que eu realmente sinto. Mas ainda não estou completamente pronto para me expor tanto assim, esse é um processo lento e um tanto doloroso também, pois não estou acostumado a mostrar quem eu sou e ouvir a opinião dos outros sobre isso. Nesse processo eu saberei quem realmente gosta de mim pelo que eu sou, isso é uma coisa boa afinal, mas também não é.